sábado, 11 de outubro de 2008

Papel em Branco...



Já era quase manhã...
sob a mesa um papel em branco
e a caneta já quase sem tinta, implorava por
algumas frases que pudessem esclarecer o que sentia.


Mas o silêncio da madrugada a afligia
o turbilhão de sentimentos a confundia
o que fazer diante do impasse, que nome daria ao que se sentia?


Uma vez ou outra tentava...
mas o silêcio da madrugada vazia, a atormentava
e sob a mesa o papel em branco, permanecia.


Dentro de si a ansia de mudar o nada
e em tudo o transformar...
Mas a madrugada não a deixava
e o vazio a afugentava.


Até que a manhã surgia...
e sob a mesa o papel em branco permanecia...
Sem nenhuma inspiração.


Autoria
Luciane Castro

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