domingo, 3 de junho de 2007

Quem sou eu...




Sou uma casca vazia feita de pó,
mas animada por uma alma racional, invisível.
e renovada pelo poder da tua graça invisível.
Entretanto, não sou um objeto raro de grande valor,
mas alguém que nada tem e nada é, embora escolhido
por Deus desde a eternidade, dado a Cristo e nascido de novo;
Estou profundamente convencido do mal e da miséria
do viver em pecado,
da vaidade das criaturas,
mas também da suficiência de Cristo.
Quando Ele quer guiar-me, controlo a mim mesmo.
Quando Ele quer ser soberano, governo a mim mesmo.
Quando Ele toma conta de mim, eu me basto.
Quando eu deveria depender Dele, supro eu mesmo minhas necessidades.
Quando eu deveria submeter-me à Tua providência,
obedeço a minha própria vontade.
Quando deveria amar, conhecer, honrar e confiar
em Ti, sirvo a mim mesmo.
Eu erro, modifico suas leis para se ajustarem
aos meus desejos.
Em vez de olhar para Ele, busco a aprovação dos homens,
e sou por natureza um idólatra.
Meu maior desejo é dar-te outra vez o meu coração.
Convença-me de que não posso ser meu próprio deus, ou mesmo me fazer feliz,
nem ser meu próprio Cristo para restaurar minha alegria,
nem meu próprio Espírito para ensinar-me,
guiar-me e governar-me.
Ajuda-me para que eu veja que tua graça opera isso pelas aflições da vida,
mandadas pela tua providência.
Pois quando meu crédito é meu deus,
tu me rebaixas.
Quando o prazer é tudo pra mim,
tu o transformas em amargura.
Tira de mim o apetite pelas riquezas, o ouvido curioso, o
coração cobiçoso.
Mostra-me que nenhuma dessas coisas pode sarar a consciência enferma,
ou dar firmeza a uma estrutura vacilante,
ou sustentar um espírito combalido.
Então leva-me aos pés da cruz e deixe-me lá.

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